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Entre 15 de outubro de 2020 e 15 de janeiro de 2021, decorre o prazo de candidaturas ao Prémio Literário Manuel de Boaventura 2021.

Trata-se da terceira edição deste prémio, que o Município de Esposende instituiu com o intuito de homenagear e divulgar este escritor e homem de cultura esposendense. Natural de Vila Chã, onde nasceu em 1885, Manuel Joaquim de Boaventura fixou residência, em 1906, na freguesia de Palmeira de Faro, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais. A sua paixão pela cultura local, pelos hábitos e costumes do Minho, pelo linguarejar típico, levaram-no a coligir e publicar, entre outras, uma extraordinária obra: “Vocabulário Minhoto”. Nos seus romances e contos, reconhece-se a escrita da terra, os vocábulos lugareiros, as romarias e festas, o mundo maravilhoso de lendas, bruxas, gnomos, lobisomens, fadas e diabos, a narrativa humorística e emotiva dos costumes e paisagens de Entre Douro e Minho, especialmente o seu “terrunho” natal. Manuel de Boaventura faleceu a 25 de abril de 1973, em Esposende.

O Prémio Literário Manuel de Boaventura, de periodicidade bienal e com o valor pecuniário de 7 500 euros, abrange a modalidade da criação narrativa de Romance ou de Conto, da autoria de escritores de língua portuguesa. Podem concorrer autores maiores de 18 anos, com obras editadas em livro e escritas em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha ocorrido durante o ano de 2020.

A avaliação das obras estará a cargo de um júri constituído por dois críticos literários de reconhecido mérito académico e por um representante da Câmara Municipal de Esposende.

As obras a concurso deverão ser enviadas via CTT, com registo e aviso de receção, para o endereço:
Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, Rua Dr. José M. Oliveira, 4740-265 Esposende.

O regulamento está disponível aqui para consulta on-line.

Na primeira edição, em 2017, o Prémio foi conquistado pela escritora Ana Margarida de Carvalho, pela obra “Não se pode morar nos olhos de um gato” e, em 2019, por Filipa Martins, pelo livro “Na Memória dos Rouxinóis”.

 

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