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Foi hoje inaugurada a escultura Padrão do Mar, da autoria do escultor Volker Schnüttgen, concebida no âmbito do Projeto Esposende SmartCity. Feita em granito da região, a escultura é consequência de uma residência artística que o autor realizou em Esposende.
Depois de ter sido inaugurada, em setembro, a escultura octo_ _ _ _, da autoria de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, a marginal de Esposende acolhe agora o Padrão do Mar, prevendo-se, ainda, uma terceira obra de arte em espaço público, uma intervenção de Alexandre Farto, cuja assinatura Vhils marca a sua intervenção na arte urbana.

“Este Padrão remete-nos para a nossa História, umbilicalmente presa à descoberta do mar. Na época dos Descobrimentos, Esposende foi um importante porto de pesca e marítimo, atividades que ainda se conservam. Neste monumento estão, ainda, representadas as marcas do Património Megalítico que existe no nosso concelho, aflorando a imagem do Menir, referiu o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira.
O trabalho do granito tem longa tradição no concelho de Esposende, razão que leva o autarca a considerar o monumento como “uma homenagem a todos aqueles que têm suportado a transmissão dessa arte”. O autarca destacou, ainda, “a importância da cultura na afirmação do território”.
Estabelecendo pontes, realizaram-se workshops dinamizados pelo autor da obra de arte, durante os quais Volker Schnüttgen explicou a arte de trabalhar a pedra a mais de 400 alunos do 9.º ano de escolaridade, dos estabelecimentos de ensino de Esposende.
Para o escultor alemão, há 28 anos radicado em Portugal, o Padrão do Mar “marca o território, em diálogo com a paisagem, abrindo uma nova janela para o mar e para o além”.
Realizaram-se duas palestras, dinamizadas por Raul Junqueiro, Head of Smart Cities do dstgroup, explicando o que é uma Smart City.
Prosseguem, em 2020, as ações junto da comunidade. Num processo coletivo que envolverá duas turmas de 11.º e 12.º anos de artes visuais, da Escola Secundária Henrique Medina, assim como o projeto AMAReMAR, será concebida uma obra de arte coletiva, que será apresentada ao público no âmbito do Fórum da Educação 2020, em finais de maio, e que passará a integrar o circuito de arte pública de Esposende. Sob orientação pedagógica dos professores e formadores que trabalham regularmente com os participantes envolvidos, o processo contará ainda com a tutoria do artista local Jorge Braga.
Esposende SmartCity alia a inteligência urbana e ambiental à criação artística original, implementada no espaço público. Padrão do Mar é uma janela para o território, uma escultura que integra a paisagem, produzida em granito da região, inspirada no Património Megalítico existente, perseguindo a estrutura do Menir.
O projeto Esposende SmartCity sustenta-se nos pilares Sustentabilidade, Território, Pessoas e Arte, contemplando a implementação de um plano de atividades pedagógicas que têm como ponto de partida a transformação do território, através de soluções multidisciplinares. O dstgroup suporta a implementação do projeto na sua componente tecnológica, de sensorização e arte através da solução Mosaic e da zetgallery.
Para Nuno Catarino, do Instituto de Biosustentabilidade da Universidade do Minho, este projeto pretende “a melhoria contínua da vida das pessoas”, razão pela qual tem associada a instalação de diversos mecanismos de controlo ambiental.
“Estamos a lançar alicerces para a cidade do futuro, através de uma rede de medição da qualidade do ar, da água, radiação ultravioleta, ruído ou poluição atmosférica”, reforçou Raúl Junqueiro, responsável pelo processo tecnológico no dstgroup.
Esta postura enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas.